Reflexão:
1 João 5:19; 2:15-17
“Sabemos que somos de DEUS e que todo o mundo está no maligno”.
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de DEUS permanece para sempre”.
“Tudo que há no mundo, não é do Pai, mas do mundo.
Que afirmação forte e tremenda!!!
Ela deveria chocar-nos; mas será que nós alcançamos a profundidade e extensão do que ela está nos falando?
Mais adiante (vs. 16) o texto passa a explicar sobre o que “não é do Pai”, mas sim “do mundo”…
O texto nos aponta três coisas “do mundo” e, por consequência, do maligno (5:19):
De acordo com o dicionário da língua portuguesa, a palavra “concupiscência” pode ser traduzida como “desejo desenfreado” ou “estímulo” para o pecado. Em outras palavras, é a inclinação da carne para pecar.
Encontramos ainda neste texto duas áreas que são “estimuladas”; dois tipos de “concupiscência” são mencionados:
1º) A Concupiscência da Carne
Há aqui uma alusão ao nosso corpo, à tudo aquilo que possa, de algum modo, nos seduzir: comida, bebida, conforto, descanso, lazer, entretenimento… Claro nessa relação há coisas perfeitamente lícitas, que não são necessariamente pecaminosas; contudo, quando não as desfrutamos na direção e proporção corretas, tais coisas tornam-se, então, embaraços, dos quais temos que nos livrar – HB. 12:1.
Ora, se o mundo jaz no maligno, isto é, se o mundo está sob o domínio de Satanás, receio, então, que tudo o que ele possa nos oferecer tenha certo grau de imundície, que deve ser evitada, conforme 2 CO. 6:14-7:1.
Penso que na “concupiscência da carne” estejam inclusos todos os pecados – bem como os estímulos – que envolvam nosso corpo e seus membros, tais como aqueles mencionados em GL. 5:19-21; EF. 4:17-31; 5:1-21, quais sejam:
- Prostituição (Quer física, quer espiritual)
- Impureza
- Lascívia
- Idolatria (podemos enquadrar aqui a obstinação – 1 SM. 15:23)
- Feitiçarias (incluí-se aqui a rebelião ou rebeldia – 1 SM. 15:23)
- Inimizades
- Porfias
- Emulações (ciúmes)
- Iras
- Pelejas
- Dissensões (divergência de opiniões, disputas, discórdias, partidarismo, facções, divisões);
- Heresias (doutrinas e práticas contrárias à Doutrina de CRISTO)
- Invejas
- Homicídios
- Bebedices (embriaguez, excesso de bebida)
- Glutonarias (exagero e excesso na comida)
- Coisas semelhantes à estas;
- Vaidade dos sentidos
- Entendimento trevoso
- Coração endurecido (insensível)
- Dissolução (contrário aos bons costumes)
- Impureza ®
- Concupiscências do engano
- Mentira
- Furto
- Palavras Torpes
- Amargura
- Ira ®
- Cólera (impulso violento, violência)
- Gritarias
- Blasfêmias
- Malícia (inclinação para o mal, interpretação danosa, astúcia)
- Prostituição ®
- Impureza ®
- Avareza (apego ao dinheiro)
- Torpeza (obscenidade, ação vergonhosa, indecência, desonestidade)
- Parvoíces (loucuras, tolices)
- Chocarrices (piadas ou gracejos atrevidos, escárnio, zombaria)
Olhando para tal relação de coisas que fazem parte da concupiscência da carne, quantas identificamos que têm sido usadas para nos enredar?
Que a misericórdia de DEUS venha nos alcançar e que sejamos libertos da concupiscência da carne, seja ela qual for.
2º) A Concupiscência dos Olhos
João também cita a concupiscência dos olhos, ou seja, qualquer estímulo visual que nos afaste da santidade de DEUS, tudo aquilo que, através de nossos olhos, nos roube a comunhão com DEUS e atrapalhe nosso crescimento espiritual.
Percebemos, aqui, o quão sutil Satanás tem sido buscando nos contaminar?
A primeira coisa que me vem à mente é o tipo de entretenimento visual que temos buscado…
Será que aquilo sobre o que tenho repousado meus olhos me aproxima ou me afasta do caráter de CRISTO?
Será que não estou deixando meus olhos se tornarem portas de entrada para a contaminação do mundo?
Será que meus programas visuais me trazem verdadeiramente edificação espiritual, ou apenas “entretenimento ocioso”? Que tipo de fruto eles geram para mim ou mesmo em mim?
Óh, SENHOR JESUS! Tem misericórdia de nós! Purifica-nos, SENHOR, e liberta-nos. Liberta-nos, SENHOR JESUS, de toda concupiscência dos olhos.
Nos ajuda, SENHOR, a sair do pecado e a buscar a Tua santidade, por amor do Teu Nome, SENHOR. Amém!
Observo que em nossos dias há certa confusão quanto ao termo “ministério”. Grande parte dos filhos de DEUS de nosso tempo associam o termo a alguma denominação religiosa existente, acreditando que ministério tenha a ver com algum grupo religioso independente.
Esta é sem dúvida alguma uma pergunta muitíssimo significativa, mesmo em nossos dias.
Por outro lado, há aqules que, como a tripulação do navio em que Jonas entrou para “fugir de DEUS”, não conhecem a DEUS; não se relacionam com ELE, e seu “conhecimento” sobre DEUS restringe-se à um conjunto de informações “sobre” ELE. Julgam que “ler” e “ouvir” sobre DEUS significa conhecê-lO. Não seguem o plano de DEUS e sim os seus próprios. Como aqueles marinheiros de nossa história, vêem as “tempestades” mas não compreendem o por quê de certas ações de DEUS. Até fazem orações, mas não conversam com o Verdadeiro DEUS, como Jonas o faz.
Os textos nos falam que “os ricos ofertavam muito…” e também que “uma pobre viúva chegou mais do que os ricos…”. Talvez aos olhos dos que estavam observando, e dos próprios ricos, aquelas moedas deixadas pela pobre viúva não significassem muita coisa… Mas JESUS afirma que a oferta dela é maior que a oferta dada pelos ricos. O motivo? Os ricos colocavam as sobras, e a viúva deu todo seu sustento, tudo o que tinha (v. 44).
A todos os que não estão familiarizados com os relatos bíblicos e com as lições sempre atuais que nos trazem – e mesmo par avocê que já conhece – gostaria de convidá-lo(a) a refletir na lição que nos traz esse texto.